Igreja no Mato Grosso do Sul lança missão transcultural para a Índia
Data de Publicação:A Igreja Adventista do Sétimo Dia em Mato Grosso do Sul lançou oficialmente, no último fim de semana, o projeto Missão Índia 2026, uma iniciativa que levará voluntários sul-mato-grossenses para uma experiência de missão transcultural no país asiático.
O lançamento ocorreu durante a Convenção Novas Gerações, realizada entre os dias 6 e 8 de março, em Campo Grande. O evento reuniu cerca de 700 líderes das áreas de Desbravadores, Aventureiros, Ministério Jovem e Música, vindos de diferentes regiões do estado para três dias de capacitação, inspiração espiritual e fortalecimento da missão.
A iniciativa missionária é coordenada pelo Serviço Voluntário Adventista (SVA), ministério responsável por conectar voluntários a projetos missionários em diferentes partes do mundo. Em Mato Grosso do Sul, o departamento é liderado pelo pastor Rafael Felberg, que também atua como secretário-executivo da Associação Sul-Mato-Grossense, sede administrativa da denominação para o estado.

Segundo Felberg, a proposta da missão vai além de uma viagem internacional, sendo uma oportunidade de crescimento espiritual e de ampliação da visão missionária.
“A missão transcultural nos ajuda a compreender que o evangelho não tem fronteiras. Nosso objetivo é despertar nos jovens e líderes o desejo de servir e mostrar que cada pessoa pode ser usada por Deus para levar esperança a diferentes culturas e realidades”, destacou.
Na Índia, os missionários que irão representar o Mato Grosso do Sul atuarão na cidade de Patna, onde muitas pessoas ainda não ouviram falar sobre Jesus.
Primeira missionária
Durante a convenção, os participantes puderam se inscrever em um sorteio especial que levaria um líder para ser o primeiro inscrito oficialmente na Missão Índia 2026. A sorteada foi Jhenifer Pompeu, de 18 anos, universitária e líder jovem do distrito do Taquarussu, em Campo Grande.

A jovem conta que quase não realizou a inscrição para participar do sorteio, mas decidiu fazê-la justamente no último dia disponível para o cadastro.
“Eu quase não fiz a inscrição. Quando o pastor Rafael anunciou o sorteio da Missão Índia, fiquei pensando se deveria participar. Um pastor que estava perto de mim comentou: ‘Mas e se você ganhar?’ Então eu respondi: ‘Por que não?’, relembra.
Quando seu nome foi anunciado diante de centenas de líderes presentes, a surpresa foi imediata.

“Na hora eu fiquei sem acreditar. Sempre tive o sonho de participar de uma missão. Durante muito tempo eu não conseguia me enxergar dentro da igreja, não sabia exatamente de que forma poderia servir. Mas, com o tempo, Deus foi colocando no meu coração o desejo de fazer missão”, explica.
Jhenifer conta que já havia pensado em integrar projetos missionários em outras regiões, mas nunca conseguiu conciliar as datas. “Tentei participar de missões na Amazônia e em outros lugares, mas sempre surgia algum impedimento. Agora, olhando para tudo o que aconteceu, vejo que foi Deus guiando cada detalhe e preparando essa nova geração para falar de Jesus”, acredita.
Missão que ultrapassa fronteiras
A Missão Índia 2026 faz parte de um movimento crescente de incentivo à participação de jovens e líderes em projetos de missão transcultural, nos quais voluntários atuam em contextos culturais e religiosos diferentes do seu país de origem.

A iniciativa também reforça o histórico missionário da Igreja Adventista em Mato Grosso do Sul, que ao longo dos últimos anos tem promovido projetos de missão em regiões de fronteira, como Bolívia e Paraguai, países vizinhos ao estado.
Essas ações têm mobilizado voluntários, líderes e jovens a participarem ativamente do movimento missionário, levando esperança e assistência a diferentes comunidades.
Mais do que atravessar fronteiras geográficas, o objetivo é inspirar uma nova geração de líderes a viver de forma prática o compromisso com a missão global da igreja.
